Arquivos de Tag: patrimônio

CPTM aguarda recursos para restaurar passarela da estação de Rio Grande da Serra.

Trabalhadores atuando no corte da passarela metálica em Rio Grande da Serra: quase 30 horas de serviço

A  Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) está aguardando recursos financeiros para fazer a restauração da passarela que fica na Estação Rio Grande da Serra. A passagem está interditada desde março de 2016, por não oferecer condições de segurança aos usuários, segundo a Companhia.

Momento em que a passarela foi içada pelo guindaste

No último sábado (21), uma grande operação foi montada para a retirada da passarela que passa sob a linha férrea na estação de trem de Rio Grande da Serra. A parte final do serviço foi cortar as partes fixas que ainda prendiam a estrutura às escadas. Já havia escurecido quando, enfim, a estrutura foi erguida e retirada de seu local.

O fato foi comemorado pelos trabalhadores, que após quase trinta horas em atividade, tiveram sucesso obtido em seu serviço. Na empreitada, um grande caminhão esteve parado no local, o que indicava que a passarela metálica seria removida e transportada do local, porém; a remoção foi feita e a grande passarela foi alocado em cima dos trilhos por um grande guindaste com capacidade de movimentar 220 toneladas.

Representantes da CPTM no local, não souberam informar um prazo para o início das obras ou para a instalação da passarela restaurada, apesar de a passagem já ter sido removida.

A estação é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico), portanto, a passarela deve ser restaurada para que possa ser liberada com segurança aos usuários, em vez de ser simplesmente substituída por outra estrutura.

“O equipamento faz parte do conjunto da estação ferroviária tombado pelo Condephaat (Resolução SC-76/2011) e a Companhia aguarda disponibilidade de recursos para contratar projeto para restauração. O valor da obra será conhecido após a conclusão do projeto” – informou a CPTM, em nota ao Diário do Transporte.

Desde 2016, a travessia de pedestres na Estação Rio Grande da Serra é feita sobre a via férrea. O local conta com uma cancela e avisos sonoros para alertar os transeuntes quando o trem se aproxima.

“A CPTM está trabalhando para tornar todas as estações acessíveis. A Estação Rio Grande da Serra está inclusa no lote de 34 unidades que terão os projetos de adequação de acessibilidade iniciados”– informou também a Companhia, em nota.

Em conversa com o vereador Clauricio Bento que acompanhou boa parte dos trabalhos, ele falou que “a bom tempo, junto com o prefeito Gabriel Maranhão, estou correndo atrás desta restauração, e vamos continuar cobrando. No primeiro dia útil após o feriado entraremos em contato com deputado Estevam Galvão e com o presidente da CPTM para agilizar o quanto antes os serviços. Acredito que tudo poderia ter sido melhor planejado”, disse.

Pensar Ribeirão Pires promove debate neste sábado na Câmara de vereadores.

Saindo do mundo virtual e partindo para uma importante ação concreta, o importante grupo do Facebook, “Pensar Ribeirão Pires”, convida toda a sociedade civil para o “1º Encontro Pensar Ribeirão Pires: O Patrimônio em Debate”.

O evento acontece neste sábado, 30/09, às 09:30 no plenário da Câmara Municipal de Ribeirão Pires com a presença de especialista do setor.

Com mais de 46.000 membros, a página é um destacado meio de comunicação e informação na cidade, onde cidadãos livremente diariamente se expressam, buscam informação, entretenimento, apresentam queixas e sugestões.

O blog Caso de Política é frequente usuários da página e apoia a iniciativa ao mesmo tempo em que reforça o convite estendendo a todos os leitores. Luís Carlos Nunes

Ribeirão Pires: Condephaat concede tombamento da Fábrica de Sal.de

O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) decidiu pelo tombamento da Fábrica de Sal, localizada no município de Ribeirão Pires, Grande São Paulo. A decisão foi tomada em reunião realizada pelo conselho nesta segunda-feira, 12 de dezembro. O tombamento incide sobre o perímetro que inicia na esquina leste da Avenida Humberto de Campos com a Rua Major Cardim, entre a via férrea da antiga São Paulo Railway – hoje linha 10 da CPTM – atingindo também a Avenida Santo André, onde se destacam o corpo central do edifício e sua chaminé.

Nascida como Molino di Semole Fratelli Maciotta (Moinho de Trigo Irmãos Maciotta), a edificação foi construída em 1898, durante o período da industrialização paulista, em conjunto com a estação Ribeirão Pires da São Paulo Railway, também tombada.  Sua localização estratégica, junto à ferrovia, e a proximidade do Porto de Santos, na Baixada Santista, facilitavam o transporte dos grãos importados e do produto acabado. Os vários usos do local ao longo do tempo exemplificam a dinâmica de possibilidades de ocupação do edifício, que possui planta ampla e livre. O uso mais prolongado e que caracteriza o edifício – a Fábrica de Sal – teve início por volta de 1950, com a instalação da Indústria e Comércio Carmine Cotellessa S.A., ativa até 1994.

Segundo Deborah Neves, historiadora da UPPH (Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura do Estado), o edifício é um importante exemplar da arquitetura industrial voltada à produção de alimentos. O local também se configura como representante de pequenas indústrias constituídas com baixo capital privado estrangeiro. “O tombamento pode estimular a produção de conhecimento acerca dos municípios que compõem a Região Metropolitana de São Paulo, sempre ligados à história da Capital. Há dinâmicas muito particulares destes municípios que podem trazer ainda mais conhecimento e compreensão para a história do Estado, especialmente no tema do patrimônio industrial”, completa a pesquisadora.

Eduardo Nogueira questiona prefeitura sobre patrimônio municipal.

eduardo nogueira sd

Através do ofício 098, o vereador Eduardo Nogueira questiona a prefeitura municipal se a mesma está realizando levantamento patrimonial nas secretarias da administração municipal, em caso afirmativo o vereador questiona qual o prazo de término do levantamento. Compreende-se como patrimônio municipal, mobílias, veículos leves e pesados, imóveis, equipamentos eletrônicos, elétricos e todo bem adquirido com recursos próprios ou através e convênios.

Em outro requerimento, de nº 103, o edil pergunta sobre a situação operacional da Escola Paulo Freire. “Quais são os cursos ministrados na unidade de ensino e quantidade de alunos? Há lista de espera? Há falta de material específico para cada curso e se há falta dos mesmos”.