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Cachorro leva Polícia até esquartejadores de homem em Santo André

A cãozinho que aparece na imagem levou os policiais até os criminosos que foram presos

Policiais civis do Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Polícia de Santo André (Demacro) prenderam, na noite do sábado (23/6), dois indivíduos envolvidos no homicídio e esquartejamento de um pedreiro, de 49 anos, ocorrido no mesmo dia, naquela municipalidade.

O corpo da vítima foi encontrado esquartejado e abandonado em um carrinho de mão numa rua da cidade (Ver matéria clicando aqui). Após análise das filmagens registradas pelas câmeras de vigilância do local, os agentes constataram que um homem encapuzado havia empurrado o carrinho de mão com o corpo, acompanhado de um cachorro.

Durante diligências, os policiais avistaram perambulando em via pública, o mesmo cão que aparecia nas filmagens e resolveram observá-lo em silêncio. Durante a observação, o animal acabou retornando para um imóvel, onde foram encontrados dois suspeitos.

Em inspeções ao local, foram encontradas peças de roupa sujas de sangue, as quais foram apreendidas.

Os dois homens, também pedreiros, recusaram-se a prestar depoimentos e um deles estava embriagado.

Ambos foram presos por força de mandado e responderão por homicídio qualificado.

Mauá: “Poupatempo Animal” chega a 2 mil atendimentos.

O Poupatempo Animal, serviço itinerante criado pela Prefeitura de Mauá que leva cuidado veterinário gratuito de baixa complexidade, atingiu nesta semana a marca de mais de 2 mil atendimentos desde agosto, quando começou a funcionar. Isso equivale a uma média de 35 animais cuidados por dia.

A van do Poupatempo Animal conta médico veterinário, assistente e outros profissionais. O veículo possui equipamentos de oxigênio, terapia e oximetria (para medir pulso), saturação de oxigênio e auxílio respiratório, além de medicação completa para dar o primeiro auxílio aos animais.

A cada semana, o serviço está em um local diferente. Os endereços são definidos pela equipe de Defesa e Proteção Animal com base na demanda de cada região. Já foram atendidos bairros como Zaíra, Itapark, Parque das Américas, Vila Assis, Oratório, entre outros.

Quem tiver interesse em utilizar o serviço deve levar CPF, RG e comprovante de endereço até o local onde a van está estacionada. As consultas compreendem também um tempo para o retorno do animal antes do fim da semana, para garantir resultado no diagnóstico. O horário de atendimento é das 9h às 13h e das 14h30 às 18h.

Donos de animais domésticos devem preparar ambiente para a noite de Réveillon.

A queima de fogos na virada de ano é tradição em muitas cidades do país. Mas o que é motivo de alegria e deslumbramento entre as pessoas, acaba sendo um momento de desespero para os animais, silvestres e domésticos. É possível, entretanto, criar um ambiente seguro para os animais de estimação, para minimizar os riscos de fuga ou para evitar que eles se machuquem.

“A nossa capacidade humana de perceber o mundo não é a mesma dos animais. A sensibilidade de audição e visão pode ser mais ou menos apurada para cada espécie. Nós temos uma capacidade de um gradiente de cores muito mais complexo que a maioria dos animais, mas a percepção auditiva deles é mais apurada que a nossa”, disse a médica veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e especialista em comportamento e bem-estar animal.


A luz, o barulho, a pólvora e o brilho dos fogos de artifícios podem causar impacto nos animais

Os riscos para os animais, segundo Vânia, são vários. A luz e o brilho dos fogos de artifícios podem causar mais impacto nos animais noturnos por exemplo, como os morcegos e os gatos. “Eles têm uma acuidade visual muito grande, então pouca luz já é suficiente. Então aquilo [fogos] causa pânico, porque foge ao padrão normal a que eles estão acostumados”, explicou.

Para o olfato, as bombas e fogos também são prejudiciais, pois liberam pólvora e outras substâncias químicas e metais. Mesmo quando os fogos são disparados de balsas no mar, como no Rio de Janeiro, as substâncias se depositam na água, onde também há muitas espécies de animais.

“Com o som, o problema é mais grave ainda”, disse a especialista, pois eles captam os infrasons e os ultrasons, que não são percebidos pelos humanos. “Os morcegos usam isso para se orientar. Se você solta fogos em área perto de mata, eles vão perder a capacidade de voar, podem cair, entrar na casa das pessoas. Para os cães e gatos aquilo também não faz parte do comportamento normal, eles ficam muito assustados”, explicou Vânia.

Segundo a médica veterinária, nesses momentos, os animais têm o chamado comportamento de luta e fuga, que é o comportamento instintivo que todos os seres vivos têm para tentar se defender. Ela explicou que, assim como os animais, pessoas com autismo e crianças pequenas também se incomodam com os efeitos dos fogos.

Preparando o ambiente

Vânia dá dicas que podem ser adotadas para amenizar o estresse e evitar que os animais fujam ou se machuquem. Nas horas mais próximas à virada, para quem ainda tem aves em gaiola, ela orienta a deixá-las em um ambiente fechado e supervisionar os animais. “Deixar água suficiente apenas para beber, mas sem risco de se afogarem caso sofram uma queda”, disse.

Para cães e gatos não é recomendado administrar calmantes, mas, uma semana antes do Réveillon, eles podem usar florais de Bach, que são extratos naturais que ajudam a acalmar. “E sempre que possível, procurar orientação do veterinário”, disse Vânia.

Com antecedência, é possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação enfrentar o Réveillon

Segundo ela, com antecedência, é possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação e, aos poucos, ir acostumando-o com esse ambiente. É importante não deixar objetos que ele possa derrubar e não deixar portas ou janelas abertas, mas evitando que o ambiente fique excessivamente aquecido. Também existem os feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente para deixá-lo mais harmônico. Essas substâncias podem ser encontradas nas boas casas de produtos veterinários.

A especialista recomenda ainda colocar uma música ambiente em uma intensidade que vai competir um pouco com o som externo. “E, se possível, a pessoa pode ficar junto, porque a companhia acalma o animal. Mas tomando cuidado para não reforçar o comportamento de medo para o animal”, explicou.

Existe ainda uma técnica de enfaixar o cachorro, que funciona como um abraço, e pode trazer tranquilidade nos ambientes hostis. Segundo Vânia, a faixa levemente elástica deve passar pelo peito do cão e cruzar e amarrar nas costas.

Mudança de comportamento

Para Vânia, as pessoas poderiam abolir os fogos de artifício como forma de diversão. “Talvez usar os recursos de uma forma melhor, empregar o dinheiro para minimizar os danos ambientais e criar outros mecanismos de celebração social”, disse. “Mesmo estando no século 21, continua-se reforçando esse tipo de prática. Está na hora de mudarmos esse marco civilizatório”.

Segundo a especialista, muitas cidades estão conseguindo avançar em projetos de lei que regulam a comercialização e queima de fogos de artifício, como Campinas, Santos e Sorocaba, todas no interior de São Paulo. “Tem uma minimização, mas não resolve o problema”, disse.

Evandra Boscolo defende cuidado animal como ferramenta de saúde pública.

evandra

Nas redes sociais, a bandeira animal é hasteada e defendida por muitos moradores e apaixonados. Evandra Boscolo, dedicada a mais de 20 anos a de proteção animal como ativista e liderança importante da Ong “Espaço Amigo Bicho” (EAB), decidiu ser candidata nas próximas eleições de 02 de outubro como vereadora pelo PRB.

“Ao longo desses 20 anos, já fiz muitos resgates em diferentes locais de Ribeirão Pires e vi de perto a realidade cruel de animais abandonados à própria sorte”, disse a protetora e candidata a vereadora.

Segundo Evandra Boscolo a luta proteção é muito mais ampla do que dar dignidade aos animais. “O tema também passa por questão de saúde pública e sanidade ambiental uma vez que animais abandonados pelas ruas estão expostos a uma infinidade de doenças podendo contaminar a outros e também ao homem. Cuidar dos animais que vivem em meio a sociedade é também cuidar da saúde.

Além do tema saúde animal que não se restringe somente a gatos e cachorro, mas é estendido para cavalos, aves e outro, Evandra pretende defender na Câmara municipal a ampliação do número de creches na cidade, atenção e o efetivo cumprimento do estatuto do Idoso e o meio ambiente.