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Combustível chega em Ribeirão e motoristas correm para postos. Situação pode se agravar com anúncio de greve dos petroleiros.

Alguns postos de Ribeirão Pires voltaram a receber combustível nesta terça-feira (29). Receosos com o desabastecimento, diversos motoristas correram aos estabelecimentos, formando filas gigantescas.

Em um posto na avenida Capitão José Galo, no centro da cidade, um carregamento de gasolina chegou pela manhã. Em outra unidade concorrente ao lado, a gasolina também voltou a estar disponível.

Nos locais foram formadas filas enormes de carros, motocicletas e populares a pé com os seus conhecidos galões de cinco litros.

Perguntamos a um senhor que acabava de abastecer o seu veículo com 20 litros (limite máximo fornecido), o mesmo informou que chegou ao local por volta da 10:20 da manhã e que as 07 horas valeram muito a pena mesmo tendo pago R$ 5,699 por cada litro.

Na avenida Francisco Monteiro, em um posto próximo a Pista de Skate, a fila de carros dobrava quarteirões.

Situação semelhante, foi verificada em um Posto de combustíveis na avenida Francisco Monteiro, esquina com a Eugênio Roncon. No estabelecimento, fervilhava de motorista ansiosos por abastecer seu veículos e motos com o líquido precioso. Não faltaram os populares galões, onde os seus possuidores aguardavam por horas para enche-los.

Seguindo pela mesma via, um pouco a frente do cemitério municipal, um grande congestionamento se formou com condutores aguardando para chegar ao próximo posto onde a movimentação era intensa.

Petroleiros anunciam greve a partir de quarta-feira, 30 de maio

Devido à rapidez dos acontecimentos, acelerados e lançados nacionalmente com a greve dos caminhoneiros, a direção da FUP se reuniu no sábado, 26, e definiu pela realização de uma paralisação de 72 horas a partir desta quarta-feira, dia 30.

Segundo o coordenador da FUP, José Maria Rangel, “esta greve se faz necessária para denunciar a política irresponsável de Pedro Parente, que está sucateando as nossas refinarias”.

A greve, que acontece a partir da zero hora da quarta-feira, pretende pressionar o governo para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata de Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes.

Nesta segunda-feira, os petroleiros da Replan de Paulínea e da Recap em Mauá realizam paralisação nas duas refinarias.

A causa dos caminhoneiros é amplamente apoiada pela sociedade, basta ver o tanto de postagens nas mídias sociais ou sair entrevistando populares pela rua. E não era para ser diferente, a classe dos caminhoneiros, entre outras reivindicações, exige a redução no preço do diesel, com corte total do imposto Pis/Confins. Esse sentimento de pagar um absurdo em postos de gasolina é compartilhado por todos, ou seja, a greve dos caminhoneiros se torna uma luta em comum de todos os brasileiros.

O problema é que, ao invés da população ou grande parte dela, aderir à greve, se posicionando dentro de seu setor e entidades, criando uma ideia, enquanto consciência coletiva, o que se nota é que, apesar desse apoio idealístico, o comportamento social age totalmente antagônico à causa dos caminhoneiros. Haja vista o corre-corre aos postos de gasolina, aos supermercados e em tudo que se possa pensar.

O certo é que todo esse rebuliço social para comprar produtos elevou os preços dos combustíveis, das frutas, legumes e verduras, até acabarem. Baseado na oferta e procura (lei de mercado), e no que podemos denominar de “egoísmo” de grande parte da população que saiu desesperadamente às compras e no oportunismo de alguns empresários, os preços subiram consideravelmente no município e, provavelmente, em todo o país. Luís Carlos Nunes