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Nova ministra do Trabalho de Temer, Cristiane Brasil, recebeu R$ 200 mil de caixa 2 da Odebrecht.

Nem o deputado que se “lixa” para a opinião pública, nem o deputado acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas. O presidente Michel Temer vai nomear a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), como ministra do Trabalho. O acerto foi feito após encontro entre Jefferson, que foi condenado e cumpriu pena de prisão no caso do mensalão, e Temer.

O nome de Cristiane recebeu o aval da bancada do PTB na Câmara. Ela substituirá o também deputado petebista Ronaldo Nogueira (RS), que entregou o cargo semana passada. A escolha da nova titular da pasta ocorre um dia após Temer ter desistido de nomear o deputado Pedro Fernandes (MA) a pedido do ex-presidente José Sarney (PMDB).

Cristiane Brasil exerce o seu primeiro mandato federal. Antes, foi vereadora no Rio por três legislaturas. Em abril de 2016 ela votou a favor da abertura de processo de impeachment da ex-presidente Dilma. Com a chegada de Temer ao poder, Roberto Jefferson voltou a ter influência no governo. Seu nome chegou a ser cogitado para o ministério. A deputada também votou a favor da reforma trabalhista, da ampliação das possibilidades de terceirização e da PEC do Teto dos Gastos, consideradas vitórias legislativas importantes de Temer. Ela se posicionou a favor do presidente ao ajudar a barrar as duas denúncias criminais contra o peemedebista no ano passado.

Delator do mensalão, Roberto Jefferson foi condenado à prisão por também receber recursos do esquema de corrupção em troca de apoio parlamentar. Em 1992 ele ficou conhecido como o líder da tropa de choque do então presidente Fernando Collor no processo de impeachment.

Outros dois petebistas estavam no páreo para assumir o Ministério do Trabalho. Sérgio Moraes (RS), que ficou conhecido em 2009 ao dizer que se “lixava” para a opinião pública ao defender um colega denunciado no Conselho de Ética, e Josué Bengtson (PA), que chegou a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da máfia das ambulâncias. Mas, devido à idade, ele escapou da punição, porque o crime prescreveu.

A denúncia

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), confirmada como nova ministra do Trabalho, foi apontada em delação premiada como beneficiária de R$ 200 mil em caixa dois para sua campanha a vereadora em 2012. Um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato, o executivo Leandro Andrade disse que a deputada recebeu pessoalmente dele a quantia a pedido da campanha do então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). O repasse, segundo ele, foi solicitado pelo deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), à época coordenador da campanha à reeleição de Paes.

Filha do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), pivô do mensalão, Cristiane nega ter recebido os valores citados pelo delator e diz que jamais se encontrou com ele. Leandro Andrade contou ao Ministério Público que o acerto foi feito entre Paes e outro executivo do grupo, Benedicto Junior, mais conhecido como BJ, no primeiro semestre de 2012. Não há informações sobre abertura de inquérito para apurar o caso.

O delator disse que se encontrou com a deputada por acaso:

“O que aconteceu foi que eu estava no dia da programação de ela ir retirar esse dinheiro nesse escritório. Eu não ficava direto lá, mas ia de vez em quando para reuniões. Ela mesma foi retirar esse dinheiro. O que aconteceu foi que o portador nosso, o doleiro, não sei exatamente como é que chama, demorou a chegar. Ela ficou na antessala do escritório. Minha secretária que atendia lá veio dizer: ‘Tem uma deputada aí, que está esperando há um tempão, já está ficando nervosa’. Fui e a chamei para para tentar fazer uma sala. Realmente nós conversamos, me apresentei, não conhecia. Ela estava lá para pegar o dinheiro”, relatou.

Segundo ele, Cristiane estava sozinha e demonstrava desconfiança. “Teve um fato também pitoresco. Nessa sala que eu tinha, existia uma câmera para fazer conference call e Skype com minhas obras no interior. Ela ficou super incomodada com aquilo, achando que eu estava gravando aquele momento. Ela perguntou: ‘mas aquilo ali funciona?’. Eu percebi o constrangimento e falei: ‘não se preocupe que aquilo não é…’. Eu mesmo fui lá, tirei a câmera e botei no chão.”

Leandro contou que “o portador chegou” cerca de 20 minutos depois e entrou na sala com uma mochila na qual, segundo ele, estava o dinheiro destinado à deputada, que na época era vereadora. “De dentro da mochila, ele tirou o pacote de plástico onde tinha um valor de R$ 250 mil anotado em cima, R$ 200 mil, desculpa, anotado em cima. Ela pegou esse valor, ela estava com uma mochila. Pegou esse valor, botou dentro da mochila, agradeceu e saiu. Esse fato foi exatamente eu entregando para ela”, disse.

O delator disse que buscou mas não encontrou registro da entrada de Cristiane na entrada do prédio em que trabalhava. Em nota divulgada na época da divulgação do episódio pela imprensa, em abril de 2017, Cristiane Brasil refutou o relato do executivo da Odebrecht.

“O STF não solicitou investigação contra mim e não há nada a meu respeito senão um comentário sem qualquer prova feito por um dos delatores da operação. Esclareço que os poucos contatos que já tive com profissionais da companhia se limitaram a raros eventos institucionais. Estou, como sempre estive, à disposição da justiça e da sociedade para esclarecer o que for necessário.”

Reajuste do salário mínimo em 2018 é o menor em 24 anos. R$ 954,00.

O reajuste de 1,81% no valor do salário mínimo para o ano de 2018, de R$ 937 para R$ 954, é o menor desde o Plano Real anunciado em 1994 é o que aponta série histórica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isso significa que o reajuste que será aplicado no salário mínimo no ano que vem o menor em 24 anos.

Até então, o menor aumento havia ocorrido em 1999, quando o salário mínimo, que serve de referência para 45 milhões de pessoas no Brasil, havia avançado 5,79%.

Reajuste do Salário Mínimo desde 1995

Em %

Fonte: Dieese

Para fazer esse foi considerado o salário mínimo médio de cada ano. Isso porque, antes de 2012, de uma forma geral, havia um valor para o salário mínimo diferente nos primeiros meses do ano e só depois era feito o reajuste.

A explicação para a variação de 1,81% está na forma de correção do salário mínimo em vigor, que leva em consideração a soma da variação do PIB de dois anos antes e a variação do INPC do ano anterior.

Para o caso específico de 2018, portanto, está sendo somado o resultado do PIB de 2016, que foi de queda de 3,6%, com o INPC de 2017. Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo é feito apenas pela variação do INPC.

Além disso, o 1,81% de variação do INPC é uma estimativa do governo, já que o percentual exato só será conhecido em janeiro.

Para o Dieese, porém, o reajuste do salário mínimo ficou abaixo da variação do INPC neste ano, algo que não acontecia desde 2003.

Essa regra para correção do salário mínimo vale somente até 2019. No ano que vem, portanto, o governo fixará o salário mínimo de 2019 pela última vez com base nessa regra.

Analistas esperam que o novo formato de correção do salário mínimo, de 2020 em diante, seja um dos pontos debatidos na campanha eleitoral para a Presidência da República no ano que vem.

Economia de R$ 3,3 bilhões

Com a decisão de conceder um reajuste R$ 11 menor em relação à estimativa anterior de R$ 965, o governo economizará cerca de R$ 3,3 bilhões em gastos em 2018.

Números oficiais mostram que o benefício de cerca de 66% dos aposentados equivale ao salário mínimo. A correção do mínimo também impacta benefícios como a RMV (Renda Mensal Vitalícia), o seguro-desemprego e o abono salarial.

Salário mínimo ‘necessário’

O valor do salário mínimo proposto para o próximo ano ainda está distante do valor considerado como “necessário”, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o órgão, o salário mínimo “necessário” para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 3.731,39 em novembro deste ano.

“Temer é alvo de trabalho de vodu”, diz pai de santo em evento do PMDB.

Pai Uzêda recepcionou Temer no palco do evento. Após cerimônia ele disse que o presidente é alvo de “trabalho de vodu”

Em convenção nacional realizada nesta terça-feira (19), o PMDB aprovou resolução para voltar a se chamar apenas MDB, sigla utilizada entre 1966 e 1979, durante o bipartidarismo na ditadura militar. Desgastada pela crise política e por graves denúncias contra sua cúpula, a legenda tenta colar sua imagem a lideranças do passado, que fizeram história na luta contra o regime autoritário, como Ulysses Guimarães.

“Não é volta para o passado, é um passo gigantesco para o futuro”, disse o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), ele mesmo um dos investigados na Operação Lava Jato. “O MDB foi retirado da política por força da ditadura militar. Retorna agora mais pujante”, acrescentou. A mudança no nome da sigla precisa ser confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pai Uzêda recepcionou Temer no palco do evento. Após cerimônia ele disse que o presidente é alvo de “trabalho de vodu”

Depois de ter cancelado sua ida, o presidente Michel Temer compareceu ao evento. Ele foi recebido no palco por um pai de santo chamado Uzêda, com um ramo de arruda. Pai Uzêda, como é chamado, esteve presente à cerimônia de posse de Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012 e escreveu uma carta a Dilma, em 2015, pedindo que ela tomasse cuidado com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Após o evento, Pai Uzêda disse ao Globo que foi contratado pelo partido para benzer Temer e o Palácio do Jaburu. “Fizeram um trabalho de vodu contra o presidente Temer, por isso que ele teve a doença. Jogaram pesado contra o presidente. Eu fui defumar, benzer, tirar tudo. Foram encontrados quatro bonecos com foto do doutor Michel. O trabalho que fizeram contra o Dr. Michel foi para ele morrer no hospital”, contou. O partido negou ter contratado os trabalhos do pai de santo.

Com o seu nome gritado por representantes da juventude peemedebista, Temer ironizou sua baixa popularidade. “Vocês que viram que eu sei ganhar aplauso”, disse, rindo, para a plateia. O presidente defendeu sua gestão, que, segundo ele, tem caráter reformista. “Todas as reformas fundamentais estão sendo feitas pelo PMDB. Temos a coragem de ser um governo reformista, coisa que ninguém [promoveu]. Não foi fácil pegar o governo como peguei, com uma oposição muito radical. Normalmente você tem um tempo de transição entre governos, mas nós não. Quando cheguei ao Palácio [do Planalto], a única preparação foi uma mocinha na recepção. Todos os arquivos tinham sido eliminados dos computadores”, declarou.

Em seu discurso, Romero Jucá disse que o futuro do país pelo MDB, assim como o passado recente do país. “Com Itamar Franco, FHC, Lula e Dilma, garantimos a governabilidade. Entramos, então, na maior crise de todos os tempos. Não fugimos à luta. Com Temer, iniciamos a recuperação do país. Damos um passo para o futuro, com a retomada do nosso nome, MDB. Seguimos na luta pelo direito à liberdade econômica e à prosperidade”, afirmou.

Entre outras mudanças aprovadas pelos peemedebistas está a criação de um segmento evangélico e de outro voltado para a pauta socioambiental. A mudança de nome, com a exclusão do “P” de partido, tem sido adotada por várias legendas para fugir do desgaste político e eleitoral. O PTN virou Podemos; o PTdoB, Avante. Já o PSDC se apresenta como Democracia Cristã, e o PEN, como Patriota.

Maior bancada

Com 62 deputados e 22 senadores, o PMDB possui a maior bancada no Congresso. A sigla nunca chegou à presidência por meio de eleição direta. No entanto, já está em sua terceira presidência do país. O primeiro presidente pelo partido foi José Sarney, em 1985, que assumiu a Presidência após a morte de Tancredo Neves. Em 1992, Itamar Franco, que havia se filiado meses antes, assumiu a Presidência após o impeachment do então presidente Fernando Collor. Situação semelhante ocorreu em 2016, com a chegada de Michel Temer à Presidência em meio ao impeachment de Dilma.

De acordo com levantamento da Revista Congresso em Foco, o PMDB é o segundo partido em número de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal, atrás apenas do PP, que tem 35 parlamentares sob suspeita. O PMDB aparece ao lado do PT, com 32 congressistas com acusações criminais.

PSDB fecha questão a favor da reforma da Previdência, mas sem punir dissidentes.

Presidido desde o último sábado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o PSDB decidiu nesta quarta-feira (13) fechar questão a favor da reforma da Previdência. Na primeira reunião da Executiva comandada pelo governador paulista, a legenda decidiu orientar seus deputados a votarem a favor da reforma do presidente Michel Temer (PMDB).

Quando um partido fecha questão, seus parlamentares são obrigados a seguir a orientação da legenda sob pena de advertência ou expulsão aos contrários. No entanto, os tucanos decidiram não aplicar qualquer punição aos eventuais dissidentes. Além do PSDB, outros três partidos fecharam questão a favor da reforma: o PMDB, de Temer, o PPS e o PTB.

A decisão dos tucanos ocorre em meio à divisão da bancada em relação ao apoio a Temer, de quem é considerado o aliado mais importante. Até o momento, apenas 6 dos 46 deputados da bancada declararam voto a favor da proposta do governo, outros 12 são contra mexer no sistema da Previdência, dez se mostraram indecisos e 16 não quiseram responder, conforme último levantamento sobre o assunto publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Para ganhar tempo e tentar convencer deputados indecisos ou que já anunciaram votar contra o texto, o governo marcou a data da votação na Câmara para o dia 18 de dezembro. No entanto, sem o apoio necessário para aprovar o texto na Casa, 308 votos favoráveis,  Temer já fala em deixar a votação da proposta para o próximo ano.

No último mês, o PSDB chegou a se reunir para decidir se fecharia questão, mas, diante do impasse dos parlamentares da sigla, decidiram não decidir. Na ocasião, sob o comando de Alberto Goldman, então presidente interino, o partido apenas recomendou que os deputados aprovassem o texto.

Desde que a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer chegou à Casa, os parlamentares se dividem sobre a aliança do PSDB com o PMDB. Em cima do muro, a ala chamada “cabeças pretas” do PSDB defende que a sigla abandone a base governista.

Nesta quarta-feira (13), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que anunciará até amanhã (quinta-feira, 14) a data em que a proposta será colocada em votação. Caso o texto não seja colocado na pauta da próxima segunda-feira (18), o projeto ficará para fevereiro. A expectativa de Maia é colocar a proposta à votação apenas quando o governo tiver o apoio garantido de pouco mais de 330 parlamentares.

Mais da metade dos senadores que votaram a favor de Aécio é investigada no STF.

Entre os 44 senadores que votaram, nesta terça-feira (17), favoravelmente ao retorno de AécioNeves (PSDB-MG) ao Senado, 28 são alvos de inquérito ou ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O tucano estava afastado de seu mandato desde 26 de setembro, por imposição da Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros. Desde então, além da suspensão, Aécio estava sob efeito de medidas cautelares como recolhimento domiciliar noturno e proibição de viajar ao exterior. Denunciado ao STF por corrupção passiva e obstrução de Justiça, o senador foi acusado de pedir e receber propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, delator da JBS preso por violar os termos de sua delação premiada.

Entre os apoiadores de Aécio na mira do Supremo, 11 são do PMDB, partido que foi providencial na devolução do senador mineiro à atividade parlamentar. O apoio não foi à toa: também denunciado ao STF – por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça –, o presidente Michel Temer, que encara a votação de sua segunda denúncia na Câmara, empenhou-se pessoalmente na obtenção de apoio ao senador tucano, considerado essencial na manutenção do PSDB na base aliada. Nos últimos dias, Temer tem procurado tucanos como o senador Antonio Anastasia (MG), um dos principais aliados de Aécio, no sentido de impedir um eventual rompimento.

Levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco, que chegou à sua 26ª edição em julho, mostra que pelo menos seis em cada dez senadores da atual legislatura (2015-2018) são alvo de inquéritos, ações penais ou recursos de condenação em tramitação no STF. Dentro desse universo, todos os representantes titulares de seis estados brasileiros no Senado estão às voltas com procedimentos criminais em andamento no Supremo. Acre, Alagoas, Amazonas, Minas Gerais, Rondônia têm todos os três senadores em exercício respondendo a procedimentos criminais. Isso só não ocorre com São Paulo porque um dos senadores titulares (o ministro Aloysio Nunes, das Relações Exteriores), também com pendências no tribunal, está licenciado (veja a lista).

Ao todo, são pelo menos 48 os senadores com procedimentos abertos no STF, dos quais 34 estão sob investigação na Operação Lava Jato. Trata-se de um recorde, de acordo com o acompanhamento que este site faz desde março de 2004. Nunca foi tão grande o número de senadores formalmente colocados sob suspeita de terem praticado crimes. No último levantamento realizado, em abril deste ano, eram 42 os senadores investigados, o que já era um recorde na ocasião.

Na lista abaixo, em ordem alfabética, saiba o que dizem e por quais acusações respondem os 28 senadores que votaram a favor de Aécio.

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Responde aos inquéritos 4414 e 4423, abertos com base em delações da Odebrecht na Lava Jato. É suspeito de receber vantagens indevidas em forma de doações de campanha eleitoral. Segundo delatores, a empreiteira doou R$ 1,8 milhão em 2009 para a campanha do tucano ao governo de Minas Gerais a pedido de Aécio. Em 2010, ano da eleição, os colaboradores informaram que os repasses chegaram a R$ 5,47 milhões.

O ex-governador de Minas Gerais disse que, em toda sua trajetória política, “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.

Geddel Vieira Lima tinha R$ 51 milhões em dinheiro vivo.

A Polícia Federal (PF) terminou de contar os valores encontrados em apartamento que seria usado por Geddel Vieira Lima (PMDB) como um bunker e o resultado bateu recordes: na maior apreensão em dinheiro vivo da história do Brasil, foram apreendidos R$ 51.030.866,40. A operação, batizada de Tesouro Perdido, foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Toda a apreensão foi desencadeada depois que a PF recebeu um telefonema anônimo denunciando que Geddel estaria escondendo provas em imóvel em área nobre de Salvador. Depois de contabilizado, o dinheiro será depositado em uma conta judicial.

Atualmente, Geddel está em prisão domiciliar depois de ter sido detido na Operação Cui Bono. Geddel é acusado de receber R$ 20 milhões em propina para interferir na liberação de empréstimos e créditos na Caixa Econômica Federal.

Edson Fachin envia denúncia contra Temer direto para a Câmara.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na tarde desta quarta-feira (28) enviar diretamente para a Câmara dos Deputados a denúncia contra o presidente Michel Temer para que os parlamentares decidam se autorizam ou não o julgamento do recebimento da acusação criminal, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do caso.

Assim que denunciou Temer na segunda-feira à noite, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a concessão de um prazo de 15 dias para que o presidente apresentasse a sua defesa prévia.

A defesa do presidente, contudo, alertou na terça-feira que não havia previsão para que houvesse essa defesa prévia e pediu a remessa imediata da denúncia à Câmara.

Fachin decidiu comunicar à presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, para que remeta o pedido de autorização para a Câmara. Caberá a ela encaminhar a acusação para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que o pedido seja avaliado.

A decisão do ministro vai na linha do que pretendia o Palácio do Planalto, porque deve acelerar uma manifestação dos deputados sobre a acusação. O governo acreditar ter apoio suficiente para barrar o julgamento pelo STF. da Agência Reuters em Brasília

Ministro Fachin abre investigação contra 09 ministros, 29 senadores e 42 deputados.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou abertura de 83 inquérito contra 108 pessoas no âmbito da investigação do esquema de propina na Petrobras. A lista foi divulgada no blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.

Nela, há nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, incluindo os presidentes das duas casas, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), três governadores, um ministro do TCU e 24 outros alvos que não têm foro privilegiado, mas estão relacionados aos fatos envolvendo os políticos e autoridades da lista de Fachin.

Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: cinco cada. Os pedidos de abertura de inquérito têm como base as delações de 78 executivos da Odebrecht.

O governo Temer é atingido em cheio. São alvos dos pedidos de investigação os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.

Confira a lista:

Senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR)

Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)

Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Senador Paulo Rocha (PT-PA)

Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)

Senador Edison Lobão (PMDB-PA)

Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Senador Jorge Viana (PT-AC)

Senadora Lidice da Mata (PSB-BA)

Senador José Agripino Maia (DEM-RN)

Senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)

Senador Ciro Nogueira (PP-PI)

Senador Dalírio José Beber (PSDB-SC)

Senador Ivo Cassol

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Senadora Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)

Senador Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

Senador José Serra (PSDB-SP)

Senador Eduardo Braga (PMDB-AM)

Senador Omar Aziz (PSD-AM)

Senador Valdir Raupp

Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Senador Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)

Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)

Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)

Deputado federal Milton Monti (PR-SP)

Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)

Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)

Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)

Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)

Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)

Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)

Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)

Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)

Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)

Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)

Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)

Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)

Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)

Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)

Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)

Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)

Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)

Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)

Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)

Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)

Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)

Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)

Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)

Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)

Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)

Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)

Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)

Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)

Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)

Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)

Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho

Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)

Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)

Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

Valdemar da Costa Neto (PR)

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig

Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)

Guido Mantega (ex-ministro)

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy

Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC

João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia

advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio

Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

José Feliciano

Reforma da Previdência ignora 426 bilhões devidos por empresas ao INSS

Dívida é o triplo do déficit anual calculado pelo governo. Entre as devedoras, estão as maiores do país, como Bradesco, Caixa, Marfrig, JBS e Vale

Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência Social ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS. O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.

“O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas [na reforma]”, afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.

Na lista das empresas devedoras da Previdência, há gigantes como Bradesco, Caixa Econômica Federal, Marfrig, JBS (dona de marcas como Friboi e Swift) e Vale. Apenas essas empresas juntas devem R$ 3,9 bilhões, segundo valores atualizados em dezembro do ano passado.

A Repórter Brasil entrou em contato com essas empresas para entender quais são os pontos em desacordo. O Bradesco afirma que não comenta processos judiciais. A JBS diz que está negociando a dívida com a Receita Federal.

A Marfrig afirma, em nota, que discute judicialmente a possibilidade de compensação de débitos previdenciários com créditos relativos ao PIS e a COFINS e que negociou o parcelamento da dívida. A Vale informa que possui questionamentos judiciais referentes às contribuições previdenciárias e que ofereceu garantias da dívida, o que a permite estar em ‘regularidade fiscal’. A Caixa Econômica Federal não se pronunciou.

Confira a lista dos 500 maiores devedores da Previdência:

Parte da dívida não pode ser recuperada

Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, como as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.

Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado. Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas (veja detalhes no quadro abaixo).

A prova disso é que o percentual de recuperação é baixo. Em 2016, a procuradoria recuperou apenas R$ 4,15 bilhões dos créditos previdenciários, o equivalente a 0,9% da dívida previdenciária total.

Apesar disso, a procuradoria diz tomar medidas para recuperar esse valor. “Estamos num momento em que sempre se ronda o aumento da carga tributária, e a PGFN entende que o verdadeiro ajuste fiscal é cobrar de quem deve para não onerar quem paga,” diz Daniel de Saboia Xavier, coordenador-geral de grandes devedores da procuradoria.

O estudo poderia, inclusive, ajudar a retirar algumas empresas do mercado. “A empresa fraudadora viola a livre concorrência e prejudica empresas do mesmo ramo que não fraudam”, afirma Xavier, destacando que o órgão priorizará a cobrança das empresas que entram nos critérios ‘alta’ e ‘média’. Xavier explica ainda que muitas das empresas que estão inscritas como devedoras de valores com alta chance de recuperação apresentam questionamentos judiciais.

A Repórter Brasil questionou quais são as empresas que seriam priorizadas à assessoria de imprensa através da Lei de Acesso à Informação, mas a procuradoria negou a informação sob a justificativa de que a divulgação violaria o sigilo fiscal.

Por que a dívida é tão alta?

A morosidade da Justiça, a complexidade da legislação tributária brasileira e os programas de parcelamento do governo são apontados como os principais fatores que explicam a alta dívida previdenciária no país.

“Não é um crime dever, e grandes grupos empresariais se beneficiam disso, questionam valores na Justiça e ficam protelando a vida inteira,” diz Sônia Fleury, professora da Fundação Getúlio Vargas. “É preciso fazer uma varredura para ver como as empresas utilizam esse mecanismo protelatório na Justiça e tomar decisões no nível mais alto para impedir esse jogo, que só favorece as grandes empresas. Perde o governo e o trabalhador.”

A criação de varas específicas e especializadas poderia agilizar esse tipo de cobrança, segundo o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Vilson Romero. “A única forma de fazer com que as empresas não fiquem devendo ao INSS seria ter uma estrutura fiscalizadora e cobradora mais eficiente e eficaz, o que chega a ser utopia no Brasil de hoje”, avalia Romero.

Sem a criação dessas varas, o sistema de cobrança continua lento. Uma ação de cobrança da Fazenda Nacional demora cerca de nove anos no Brasil segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2012. A responsabilidade pela cobrança das dívidas é da PGFN. Por outro lado, é dever da Receita Federal fiscalizar se os repasses previdenciários estão de fato ocorrendo, mas o trabalhador pode também conferir se a sua empresa está cumprindo a obrigação dos repasses pedindo, em uma agência do INSS, o extrato CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

O coordenador de Previdência do Ipea, Rogério Nagamine, acredita ser necessário melhorar a recuperação dessas dívidas, mas aponta que ela não resolve todos os problemas da Previdência. Por isso, ele defende a reforma proposta pelo atual governo − que estabelece a idade mínima de 65 anos para se aposentar (com pelo menos 25 anos de contribuição) e que, entre outras alterações, muda a base de cálculo do benefício, com redução de seu valor final.

A complexa legislação tributária do país é outro motivo para o alto volume dessa dívida, na avaliação da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Grazielle David. Hoje, os inadimplentes da União pagam multa sobre a dívida, mas, segundo a especialista, essa multa vem sendo reduzida pela Receita Federal, pela procuradoria e pelo INSS nos últimos anos, em decorrência do parcelamento especial de débitos tributários.

“Principalmente nas grandes empresas, isso gera uma segurança para colocar a inadimplência e a sonegação no planejamento tributário, porque o risco é menor que o bônus. A legislação praticamente incentiva uma empresa a ficar inadimplente ou a sonegar”, afirma, destacando que em outros países as leis costumam ser mais rígidas.

A procuradoria informou, por meio de sua assessoria, que “o que tem prejudicado a cobrança dessas dívidas, em realidade, são os sucessivos programas de parcelamento especial (“REFIS”) editados nos últimos 17 anos. Os devedores têm utilizado esses parcelamentos como meio de rolagem da dívida, migrando de programa de forma sucessiva, sem, contudo, quitar os débitos.”

Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que todos os pagamentos previdenciários dos seus empregados estão em dia e são realizados sistematicamente dentro do prazo estabelecidos em lei. Segundo o banco, a dívida citada pela reportagem refere-se a “questões que estão sendo discutidas em processos administrativos ou judiciais e não tem relação com a contribuição previdenciária mensal dos seus empregados”. “Os processos discutem, na grande maioria, a interpretação do caráter indenizatório (e não remuneratório) de verbas enquadradas pelo fisco como fato gerador da contribuição”, diz a Caixa.

*Por Ana Magalhães, publicado originalmente em Repórter Brasil.

O depoimento de Eduardo Cunha à Justiça.

Quem tiver paciência e estômago e quiser ouvir todo o depoimento do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, pode acessar no You Tube, clicando no link.

Reforma da Previdência vira piada nas redes sociais.

O governo anunciou uma proposta de reforma da Previdência para mudar aposentadoria, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. Entre as novas regras, está a exigência de 49 anos de trabalho para poder ter direito a 100% do valor. Internautas fizeram piadas com a notícia em redes sociais.

A proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo nesta semana virou assunto, claro, nas redes sociais. Muitos brasileiros ironizaram a reforma, prevendo muitos anos de trabalho pela frente.

“Gente, to fazendo as contas aqui, e não vai dar pra me aposentar nessa vida!”, postou uma internauta.

Pela proposta de emenda constitucional (PEC), a idade mínima para se aposentar será de 65 anos, com pelo menos 25 anos de contribuição à Previdência. Mas, na prática, para receber 100% do valor, será preciso contribuir por 49 anos, mesmo que o trabalhador tenha atingido os 65.

Veja abaixo alguns comentários e memes que estão circulando pelas redes sociais:

Pesquisa Vox Populi aponta rejeição a PEC 241 e a reforma da Previdência.

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Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi aponta que a proposta de emenda à constituição que prevê o congelamento de gastos públicos por 20 anos, a PEC 241, apresentada pelo governo de Michel Temer, é rejeitada por 70% dos brasileiros. Apenas 19% concordam com e aprovação da medida, 6% são indiferentes e 5% não souberam ou não responderam.

Quanto à reforma da Previdência, a rejeição é ainda maior: 80% dos trabalhadores do campo e da cidade são contra a proposta que prevê idade mínima de 65 anos para se aposentar, com no mínimo 25 anos de contribuição. Outros 15% concordam com as mudanças no sistema previdenciário, 4% nem concordam nem discordam e 2% não sabem, não têm opinião ou não responderam.

Ainda de acordo com a pesquisa, Temer é mal avaliado por 74% dos brasileiros – para 40%, o desempenho dele é regular, e para 34% é negativo. Só 11% consideram o governo de maneira positiva e 15% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre os dias 9 e 13 de outubro.

Prefeitura de Ribeirão autoriza formalmente a paralisação das obras do Teleférico.

Em publicação nesta terça-feira (18), a prefeitura de Ribeirão Pires editou “Ato Oficial” que autoriza a “Construtora Cappellano Ltda” a paralisar os serviços de edificação do Teleférico que compreendem a Estação Morro, Estação Ayrton Sena, Estação Parque Milton Marinho de Moraes bem como estava planejado um café, lojas e Torres. A autorização foi concedida desde o último 30 de setembro.

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Governo Temer autoriza redução de vagas nas universidades públicas em todo o país.

Através da Portaria Normativa nº 20, de 13 de outubro de 2016, publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (14), o O MEC (Ministério da Educação) reduzirá as vagas em curso de graduação nas universidades públicas, inclusive naquelas com autonomia. As IES (Instituições de Ensino Superior) deverão informar a redução das vagas à Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior). Conforme a portaria, a Seres deverá garantir aos estudantes já matriculados, quando da redução de vagas, as condições de oferta previstas no ato de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento do curso.

O ministro Mendonça Filho, que assina a portaria, não explicou os motivos da redução de vagas na portaria. No início da semana o ministro havia anunciado a redução de vagas na UAB (Universidade Aberta do Brasil), um dos principais programas federais de formação de professores. A redução foi de 78% neste e no próximo ano. Publicado em 2014, o edital original previa a abertura de 250 mil vagas em todo o país, mas, com o contingenciamento de verbas para o programa, as novas cadeiras só serão ofertadas a partir de agora e em número menor: apenas 55 mil.

Apesar da reabertura das vagas autorizadas para o segundo semestre deste ano, as universidades ainda não sabem se conseguirão preencher todas elas por causa das restrições orçamentárias. A verba prevista pelo MEC para a UAB neste ano é de R$ 376,2 milhões, mas apenas R$ 247,2 milhões foram liberados até o momento – o valor é 8% menor do que o orçamento previsto em 2015.

Abaixo a portaria assinada

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UJS de Ribeirão organiza debate com candidatos a prefeito.

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Acontece nesta sexta-feira (09), um debate com os candidatos a prefeito de Ribeirão Pires organizado pela União da Juventude Socialista (UJS).

O evento será o primeiro debate com os candidatos do município. Segundo os organizadores, “o debate quer propiciar o crescimento e respeito à democracia dando oportunidade para todos os postulantes da cidade exporem suas propostas e ideias”.

Foi ainda informado que “foram convidados todos os participantes da eleição majoritária, sendo eles: Kiko Teixeira (PSB), Renato Foresto (PT), Luiz Carlos Grecco (PRB), Leo Moura (PMB), Saulo Benevides (PMDB), Carlos Sacomani (PSL), Dedé da Folha (PPS), Rosana Figueiredo (REDE) e José Cantídio de Lima (PSTU)”.

O evento acontecerá no auditório do Ribeirão Pires Futebol Clube e terá como mediado, o jornalista Rafael Ventura. Convite foi estendido a toda a mídia local e será transmitido ao vivo no grupo Pensar Ribeirão Pires, no Facebook.

O debate será aberto ao público que adquiriram antecipadamente convites. Perguntas e questionamentos serão recepcionados até momentos antes do debate.

Para maiores informações: (11) 97382-1493 – Thyene de Lima ou (11) 97741-0117 – Mateus Paulino ou pela página de relacionamentos da UJS Ribeirão Pires no Facebook.

“Sou candidato a reeleição”, afirma Saulo.

Saulo e Arnaldo Franco

Em convenção partidária realizada na manhã desta quinta-feira (04) no restaurante Impactu’s, o prefeito Saulo Benevides confirmou que será candidato a reeleição nas eleições municipais de outubro. como vice, anunciou Arnaldo Franco (PMDB).

Em discursos que antecederam Saulo, ocuparam de cargos de primeiro escalão, presidentes de partido e lideranças fizeram discursos afinados exaltado o atual governo sem citar as realizações.

“Esse governo não pode ser comparado a nenhum antecessor. O prefeito conseguiu fazer em pouco mais de três anos e meio muito mais que o anterior. Foram feito obras em diversos pontos da cidade que em muito elevaram a qualidade de vida das pessoas. A educação é reconhecidamente a melhor da região do grande ABC”, bradavam os aliados.

Saulo, por sua fez realizou discurso muito aguardado e que quebrou dúvidas de que está disposto a disputar uma recondução ao posto máximo da cidade. Saulo de forma incisiva colocou saia justa na imprensa que compareceu ao ato.

“Muito se falou por esses dias que eu estaria desistindo da disputa. Mas ninguém ouviu de minha boca essas palavras. A imprensa foi precipitada! Sou candidato a reeleição e nunca disse que abriria mão e apoiaria outro nome, isso não é verdade”, disse.

Como em uma verdadeira metralhadora giratória, e sem citar nomes, Saulo apontou para os seus adversários das próximas eleições.

“Lamento muito que um candidato de uma coligação derrotada nas eleições de 2012 fique atacando de forma irresponsável semeando ódio na cidade, enquanto um outro fica noticiando inverdades a meu respeito. Nessas eleições é preciso que o eleitor tenha muito cuidado não dando o seu voto para aventureiros que não tem projeto para a cidade.

Nós temos que proteger a nossa cidade desse grupo que querem saquear a nossa cidade. Proteger desse grupo que só tem projeto financeiro. Me desculpe se tem alguém que vive ou mora na nossa cidade vizinha, mas Rio Grande da Serra é uma cidade miserável com um dos piores IDH do país. É isso o que a população de Ribeirão Pires quer? Lá não existe emprego, Saúde não existe, saneamento básico não tem, hospital não tem, guarda municipal não tem, ensino fundamental não tem. Lá não tem nem rodoviária. O IDEB é um dos piores do Estado de São Paulo”, discorreu.

Finalizada a cerimônia de convenção municipal, foi aberta as perguntas para os jornalistas, essa reportagem questionou.

Repórter ABC – Com o atual cenário da disputa eleitoral com o número de nove candidatos a prefeito, o senhor acredita que isso não pode atrapalhar o seu projeto de reeleição?

Saulo – Muito pelo contrário! Esse cenário me é favorável uma vez que abre uma possibilidade de trabalhar com aqueles que apóiam.

Saulo contará em sua coligação além do PMDB com o PTdoB, PTN e o PSC que para a disputa proporcional terá 80 candidatos.

Desistência de Saulo ganha corpo, o anúncio oficial pode acontecer até quinta-feira.

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Conforme publicamos no ultimo sábado (30) (leia aqui), o prefeito Saulo Benevides pode abrir mão de concorrer nas eleições de outubro. Fontes afirmam que a decisão seria motiva em função de seu baixo desempenho em pesquisas de intenção de voto.

Ainda sem informações mais precisas, por trás das cortinas, ventila-se que os nomes mais cogitados para representar o governo no pleito que se aproxima, seria o de Lair da Apresepi com a possível vice de Nelsinho do Fórum (PMDB), koiti Takaki (PT DO B) e correndo por fora, o nome do vereador e atual líder do governo na Câmara, Hércules Giarola (PMDB).

Com relação ao nome de Lair, a que se fazer algumas ponderações. Primeiro, para que Lair esteja apta a concorrer, é necessário que a mesma tenha feito a desincompatibilização como superintendente da Apraespi em tempo compatível como determina a lei eleitoral. Outro ponto que vale se ressaltar é sobre qual o posicionamento da atual vice-prefeita do município, Lair Moura e se ela estaria disposta a desistir da disputa ao cargo majoritário.

Tudo ainda corre de forma oficiosa e especulativa, sendo que o anúncio pode ser feito pelo prefeito Saulo na convenção partidária do PMDB marcada para a próxima quinta-feira (04).

Dado relevante aconteceu ao término da sessão da câmara de vereadores realizada hoje (02) quando os vereadores Adriano, Hércules, Gê do Aliança e Cléo Meira, respondendo a chamado do Paço, saíram as pressas para uma reunião com Saulo Benevides.

O tema é comum nas rodas de diálogo e causa grande mobilização dos operadores da política no município. Agora é esperar o desenrolar dos fatos.

Saulo pode jogar a toalha e desistir da reeleição.

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Nos últimos dias, tem rolado nos bastidores da política de Ribeirão Pires que o prefeito Saulo Benevides (PMDB) pode desistir de disputar a reeleição. O motivo seria a sua alta rejeição ao seu nome em pesquisas de intenção de voto.

Vale destacar que estamos em pleno período de convenções e a 17 dias do início das eleições, portanto, o que não falta é muita especulação e disse-me-disse.

Segundo informações, em reunião no seio do Paço, onde feita análise de cenário da real situação política do atual prefeito, colocando a sua reeleição em xeque.

Nesta reunião o Chefe do Executivo teria apresentado a sua vontade de desistir devido ao caos administrativo que culminou na alta rejeição política, rejeição essa reiterada diante de pesquisas internas. Fontes nos informam que Saulo já articula um nome para substituí-lo.

Existem dificuldades não apenas na sustentabilidade do nome de Saulo para concorrer à reeleição, mas também na composição de chapa, pois até o presente momento não se encontra nome dentro do grupo político da situação com peso suficiente para agregar na chapa, transformando-a em uma chapa forte e competitiva, além da rejeição pelo cargo, que os pré-candidatos a vereadores não acham interessante compor uma chapa encabeçada por alguém com um alto índice de rejeição.

Um possível nome para substituir o alcaide, seria o da ex-secretária de saúde, Lair Moura que atualmente exerce cargo de superintendente da Apraespi. Lair, filiada ao PSC, poderia também não estar apta para o próximo pleito uma vez que não se desincompatibilizou do cargo como determina a legislação eleitoral.

Ruptura do PMDB com governo foi “uma burrada” de Temer, avaliam caciques.

pmdb afundando

Os menos de três minutos em que o Diretório Nacional do PMDB aprovou, por aclamação, e não por votos, a ruptura do partido com o governo federal podem ter um efeito negativo prolongado para o vice-presidente Michel Temer, principal articular do desembarque.

O sentimento de líderes do PMDB contrários ao rompimento, neste momento, é de que o governo, com o que eles vêm chamando de “erro tático do Michel”, pode conseguir os votos necessários na Câmara dos Deputados para arquivar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

PMDB racha e três ministros continuam com o governo.

ministros do PMDB

Três dos seis ministros do PMDB devem continuar no governo Dilma Rousseff. De todos, o único que já anunciou publicamente que não sairá do governo e não deixará o partido – o que confronta com a deliberação do diretório nacional – é Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), deputado pelo PMDB-RJ.

Além dele, Marcelo Castro (Saúde), Kátia Abreu (Agricultura) pretendem permanecer no governo.

Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Aviação Civil) e Helder Barbalho (Portos) devem sair, mas querem um prazo.

No caso de Kátia Abreu (PMDB-TO), há a possibilidade de ela deixar o partido para permanecer no governo. Um possível caminho para a ministra é voltar para o PSD, do ministro Gilberto Kassab (Cidades).

Com PMDB fora abre espaço a “novo governo”, diz ministro da Jaques Wagner.

O ministro chefe de gabinete de Dilma, Jaques Wagner, afirmou nesta terça-feira (29) que a decisão do PMDB de romper com o governo representa o momento de a presidente Dilma Rousseff “repactuar o governo”. Para o ministro, a medida tomada pelo partido abre espaço para “um novo governo”.

“O governo recebe com naturalidade a decisão interna do PMDB, agradece todo esse tempo de colaboração que tivemos ao longo desses cinco anos no governo da presidente Dilma, e creio que a decisão chega numa boa hora, porque oferece à presidente Dilma ótima oportunidade de repactuar seu governo”, disse Wagner.

“Poderia até falar em um novo governo, porque sai um parceiro importante, mas abre espaço político para repactuação do governo. Isso já aconteceu em outros governos, inclusive comigo na Bahia, e a politica é assim, vivida na realidade. A gente trabalha para manter aliança, que não pôde ser mantida, mas agora estamos repactuando as alianças do governo e até sexta teremos novidade”, completou.

Jaques Wagner informou que ainda esta noite Dilma terá uma reunião com seus principais colaboradores palacianos, da qual poderá participar o ex-presidente Lula. Até sexta-feira, ele acredita que o governo terá novidades sobre a repactuação. Entre os partidos com quem o governo está dialogando estão o PR, PP e siglas menores, afora os peemedebistas que não seguirão a orientação do partido. Com esta nova coalizão o governo espera formar a trincheira de 171 votos para evitar a aprovação do impeachment na Câmara. “Impeachment sem causa é golpe”, disse o ministro.

Ele evitou falar sobre a possibilidade de permanência de ministros do PMDB no governo. “A presidente ainda está analisando a decisão. Para nós, o que interessa é que abriu um espaço de repactuação.. Acho que foi bom o PMDB tomar sua decisão antes da votação. Dá oportunidade para a presidenta Dilma repactuar o governo, não apenas para a votação que se aproxima, mas para os dois anos e nove meses que restam de seu mandato.

Relação Dilma e Temer

Na entrevista, Jaques Wagner também dedicou parte de sua fala a uma avaliação sobre como fica a relação entre Dilma e o vice Michel Temer. Para ele, esta relação passará a ser “educada”, embora “politicamente interditada”.

Jornalista compara PMDB a “ariranha”.

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O decano jornalista gaúcho radicado no oeste baiano – um dos maiores formadores de opinião e lido naquelas terras de algodão e soja – Carlos Alberto Sampaio redigiu em seu blog “OExpresso” uma curiosa comparação entre o PMDB e o mamífero aquático ariranha.

No post, é grafado (sob sua ótica) o comportamento do partido desde a redemocratização do País, Sampaio diz:

“Ariranhas! Quando Tancredo Neves morreu, ele, Sarney, era vice. Quando Collor foi impixado, ele, Itamar Franco, estava lá. Agora que Dilma balança, quem está lá, Temer. Todos do PMDB. Raposas peludas, golpistas, verdadeiras ariranhas implacáveis, vorazes, aproveitando-se sempre ao máximo qualquer oportunidade”.

O “Mordomo de Filme de Terror”, como o apelidou ACM, vai passar para a história como golpista e oportunista.

Mesmo com PMDB, oposição não tem números para depor Dilma do governo.

rodrigo vianna

O jornalista Rodrigo Vianna do Portal Forum, produziu texto intrigante que traça um horizonte com uma guerra psicológica que foi iniciada nesta terça-feira (29) com a saída do PMDB da base aliada e também do governo da presidente Dilma.

Segundo o escriba “essa guerra se estenderá por semanas e o objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que ‘acabou o jogo”.

Para Rodrigo Vianna, essa afirmação é falsa uma vez que mesmo com adesão oficial do PMDB e de Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…”, diz ele

Por Rodrigo Vianna, do Portal Fórum

Uma grande guerra psicológica teve início hoje (terça-feira, 29 de março). E essa guerra vai-se estender por semanas. Por isso, muita calma nessa hora.

Entidades empresariais (as mesmas que apoiaram o golpe de 64) pagam anúncios gigantes em jornais defendendo o golpe jurídico/parlamentar contra Dilma. E o PMDB (com transmissão pela TV) anuncia rompimento formal com governo…

O objetivo de Temer/Cunha/Globo/Serra é criar uma onda, um clima de que “acabou o jogo”.

Isso é falso!

A oposição golpista, mesmo com adesão oficial do PMDB e do traidor Michel Temer, não tem 342 votos para dar o golpe. Ainda não tem. Poderá ter mais à frente? Quem sabe…

Mil conversas estão rolando: pedaços do PR, PSD e PP podem ocupar no governo os espaços abertos por Temer traíra e seus golpistas.

E atenção ao PRB: PT articula nos bastidores o apoio oficial a Crivella na disputa pela Prefeitura do Rio, além de mais espaço no ministério – o que em tese poderia garantir 24 votos do partido contra o impeachment. As conversas avançam rapidamente, e podemos ter surpresas nas próximas horas.

Claro que esse jogo é volátil. Muda a cada minuto. Faz parte do jogo desanimar o campo adversário com uma onda de “agora já era”.

Com pedaços do PR/PP/PSD, o governo poderia sim reunir tranquilamente 30 votos na Câmara (principalmente nas bancadas do Norte/Nordeste). Contaria, ainda,  com ao menos 10 dissidentes do PMDB (nem todos os ministros entregarão cargos, alguns têm capacidade de reunir pequenas “bancadas” avulsas). E mais a articulação com o PRB.

Reparem: isso poderia garantir em torno de 65 votos. Seriam suficientes para (somados aos 110 votos da bancada de esquerda, firmemente contra o golpe na Câmara) barrar o impeachment.

Reparem também que, desses 65 votos de centro-direita que o governo precisa garantir nos próximos dias, nem todos precisam ir a plenário e votar “não” ao impeachment. Basta que se abstenham.

Fora isso, há reação nas ruas: a OAB golpista foi escorraçada na Câmara, um acampamento contra o golpe foi montado em São Paulo, e o dia 31 vem aí com marchas em Brasília e acampamentos contra o golpe Brasil afora.

E lembro a ação do jornalista Juca Kfouri, que sozinho pôs pra correr arruaceiros fascistas que o incomodavam de madrugada, em frente de casa – o que indica o caminho da indignação cívica e democrática contra o golpe, para além de qualquer defesa do PT (clique aqui para saber mais sobre a reação de Juca).

Isso tudo quer dizer que Dilma, necessariamente, fica?

Não. Quer dizer que o jogo está sendo jogado. E que a direita partidária, empresarial e midiática pretende desanimar a turma do lado de cá. Pelo que tenho visto nas ruas e nas redes, essa tentativa vai falhar.

Há cerca de 20% do país decidido a ir pra guerra contra o golpe. Se a esse pessoal o governo conseguir agregar setores centristas, mostrando que o golpe é paulista e joga contra os interesses do Norte/Nordeste, o impeachment será barrado. No voto.

Sem contar que há novidades para surgir no STF nos próximos dias. O tribunal pode ser instado a paralisar o processo de impeachment – já que o presidente da Câmara e ao menos 30 dos integrantes da comissão especial estão sob grave suspeita.

Mais que isso. Devemos ter claro que a defesa da democracia terá que se estender por muitos meses. Aconteça o que acontecer!

Se Dilma derrotar o impeachment, o país seguirá conflagrado. Mas ao menos teremos claro quem é quem. Teremos um governo sitiado, com uma base parlamentar pequena mas sólida. Temer terá ganho a pecha de traidor, de porteiro de filme de terror. E a esquerda poderá se recompor em outras bases. Na rua.

E se, ao contrário, Temer/Serra/Cunha/FIESP/Gilmar/Globo ganharem e derem o golpe, terão um governo que só se sustentará debaixo de porrada. Porque as ruas vão virar um inferno!

Portanto, não é hora de desespero, nem de euforia. O outro lado é muito forte. Mas não terá um passeio no parque pela frente.

Não está escrito nas estrelas, nem na tela da Globo, que o golpe paulista vai vingar. Com ou sem PMDB, pode ser barrado: nas redes, nas ruas e na ação miúda do governo.

Temer e Renan selam acordo para deixar o governo Dilma.

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O vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, fecharam posição sobre o desembarque do governo Dilma Rousseff. O PMDB vai oficializar a saída nesta terça-feira (29), por aclamação.

A tendência é que o partido aprove ainda o prazo até o dia 12 de abril para que os sete ministros da sigla deixem seus cargos. O mesmo valerá para outros peemedebistas empregados em cargos de confiança na administração federal.

Temer não presidirá a reunião que vai selar o desembarque. Os ministros peemedebistas também não irão à reunião.

O formato da convenção de amanhã foi fechado em reunião na residência oficial do Senado com a presença de outros senadores peemedebistas. Com o acordo, a tentativa do comando nacional do partido é evitar demonstrar a divisão do partido no encontro do diretório nacional da legenda.

Deputada Vanessa Damo é citada em lista da Odebrecht.

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Uma planilha apreendida pela Polícia Federal na 23ª fase da Operação Lava Jato batizada de “Acarajé” revela que a deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), supostamente recebeu R$ 500.000,00 da Construtora Odebrecht.

As planilhas são riquíssimas em detalhes, embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

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Vanessa Damo que era pré-candidata a prefeita em Mauá desistiu de concorrer ao cargo e declarou apoio à pré-candidatura de Atila Jacomussi (PSB). A parlamentar aguarda julgamento de embargo apresentado ao Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) contra condenação por abuso de poder econômico e distribuição de material apócrifo durante o segundo turno da eleição municipal de 2012.

Diante da pequena chance de ser absolvida, uma vez que assumiu o mandato por força de uma decisão monocrática do ministro do TSE Gilmar Mendes, Vanessa abdicou da disputa e indicou seu marido Júnior Orosco que é presidente do PMDB de Mauá. Para saber mais clique aqui

Ribeirão tem queda na geração de empregos e CNPJ menor do que o divulgado pela prefeitura.

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Contrariando o anúncio oficial feito pela administração municipal de Ribeirão Pires, o município apresenta déficit na geração de empregos entre janeiro de 2013 a fevereiro de 2016.

Segundo o prefeito Saulo Benevides (PMDB), desde 2013, quando assumiu o comando da cidade, foram criados em Ribeirão Pires 8.000 empregos. Consultando o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), que registra permanente o volume de contração e dispensa de empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nos dados sob a responsabilidade do Ministério do Trabalho e Previdência Social, verifica-se que de janeiro de 2013 a fevereiro de 2016 há o fechamento de 1.630 postos de trabalho na cidade de Ribeirão Pires.

Outra informação que não procede por parte do prefeito Saulo Benevides, diz respeito ao número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Segundo o prefeito, desde que assumiu a responsabilidade da comuna: “Já são mais de 5.000 CNPJ´s beneficiando nossos munícipes e nossa cidade”. ver print ao final.

Informações vindas direto do Paço desmistificam a afirmação acima. Segundo a verdade, nessa gestão, foram gerados 2.083 CNPJ’s para Micro empreendedores individuais (MEI), 1.267 CNPJ’s de Micro empresas (ME), 355CNPJ’s de Empresas LTDA e 41 Empresas de Sociedade anônima (S/A).

CNPJ Saulo

No período, o total de empresas registradas é de 3.391 conforme informações repassadas pela administração municipal.

Veja a baixo o post feito pelo prefeito em 15 de março de 2016.

5000 CNPJ

Na verdade há uma grande piada com o munícipe. Cadê a comunicação que não prepara e levanta dados precisos para o alcaide. Dessa forma Saulo acaba pirando e batendo a porta na cara de tudo e todos. Sinceramente não culpo o prefeito! Mas a culpa é de quem? Luís Carlos Nunes

Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos.

Agentes da PF na sede de São Paulo da Odebrecht, na fase Acarajé

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel. Eis exemplos de planilhas apreendidas (clique nas imagens para ampliar):

tabela-benedicto

Uma das tabelas de Benedicto Barbosa Jr, o BJ, da Odebrecht

Planilha-BJ-Odebrecht

Na planilha, Renan é “atleta”; Eduardo Paes, “nervosinho”; Sérgio Cabral, “próximus”.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.

Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.

Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.

Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.

Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).

Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.

APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião

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O material da Odebrecht é farto em nomes da oposição

COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.

Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.

Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.

O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.

ÍNTEGRA DOS DOCUMENTOS
Clique aqui para saber em qual documento e página cada político é mencionado. Depois, escolha o arquivo correspondente na lista abaixo:

Arquivo 1

Arquivo 2

Arquivo 3

Arquivo 4

Arquivo 5

Arquivo 6

Arquivo 7

Arquivo 8

Arquivo 9

Arquivo 10

Arquivo 11

Arquivo 12

OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.