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Abordagem nos jardins tem de ser diferente da periferia, diz novo comandante da Rota.

O novo comandante da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, afirmou em entrevista ao portal UOL que seus homens têm de usar abordagens diferentes na região mais rica de São Paulo e na periferia.

É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele abordar tem que ser diferente“, disse o tenente-coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, de 46 anos, que tem sob seu comando cerca de 700 homens da Rota desde o dia 4 de agosto.

A forma dele abordar tem que ser diferente. Se ele [policial] for abordar uma pessoa [na periferia], da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins [região nobre de São Paulo], ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado“, completou.

Da mesma forma, se eu coloco um [policial] da periferia para lidar, falar com a mesma forma, com a mesma linguagem que uma pessoa da periferia fala aqui no Jardins, ele pode estar sendo grosseiro com uma pessoa do Jardins que está ali, andando“, disse ainda.

Mello Araújo vem de uma família de policiais militares e diz estar na Rota “por idealismo”. Confira aqui a íntegra da entrevista.

Pelo direito e a igualdade.

Thiago Negão

Entre os aspirantes ao legislativo municipal, há o Pré Candidato à vereador Thiago Negão (PROS), que há anos é um atuante e militante em causas sociais. Segundo nos relatou, são quase duas décadas de lula junto aos movimentos sociais.

“Luto em movimentos sociais desde os meus 17 anos. Eu saia às ruas para fazer apresentações artísticas para chamar a atenção dos jovens com o lema ‘Educar a criança de hoje para não punir o adulto de amanhã”, lembra.

Nesta época, também começou a luta em prol das questões raciais e sociais.

“O que me levou aos movimentos sociais, foi justamente às experiências que passava em minha própria vida, como racismo e preconceito. Comecei a perceber que a maioria dos negros a minha volta também sofriam com o racismo, a maioria das mulheres, machismo, os homossexuais, homofobia. O mesmo se aplicava a idosos e deficientes. Tomei noção do quanto o Governo falha conosco, maioria em quantidade e minoria na assistência prestada”.

“Se olharmos a nossa volta, veremos as árvores nas calçadas – o que atrapalha os deficientes visuais. Eles desviam das árvores, mas batem em galhos baixos. Não temos passeios adaptados para cadeirantes. Observando o que acontece e nos despindo do senso comum vemos que há muito a ser melhorado na cidade. Sou evangélico, mas respeito todas as religiões, como as de matrizes africanas que merecem todo respeito. É preciso um trabalho sério em prol do idoso, deficiente, contra o racismo velado que há em nossa sociedade e por mais oportunidades aos menos favorecidos, de classes mais baixas”.

Por fim, Thiago Negão externa sua visão da verdadeira função do vereador. “Não se pode aceitar desvios de verba, de função, ou que coisas como assédio moral aconteçam na gestão pública. É possível fazer de Ribeirão Pires uma cidade melhor para se viver e para isso, o papel do vereador é fundamental. Há alguns deles que se esquecem porque foram eleitos. É hora de fazer a verdadeira função. Acabou a era dos amigos do rei”, concluiu.