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Entidades religiosas devem mais de R$ 460 milhões em contribuições previdenciárias.

Igrejas e entidades religiosas devem R$ 920 milhões à Receita Federal e à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em impostos e tributos. Quase 60% dos R$ 799 milhões cobrados pela Receita são por contribuições previdenciárias não pagas. No início deste mês, durante a deliberação do texto-base do Refis, os deputados aprovaram uma emenda que perdoava dívidas dessas entidades, mas que foi derrubada quando a proposta chegou ao Senado.

Segundo o levantamento do UOL, o maior montante dessa dívida – equivalente a R$ 799 milhões, ou 87% de tudo o que essas entidades devem – ainda está em fase de cobrança administrativa pela Receita Federal, sem intervenção da Justiça. São R$ 464 milhões, equivalente a 58% dessa dívida, em débitos de contribuições previdenciárias de funcionários que não foram pagas.

As igrejas e entidades religiosas são isentas de impostos relativos aos seus patrimônios e não precisam pagar IPTU dos locais onde são realizados seus cultos ou IPVA dos automóveis que pertençam a elas. As demais obrigações tributárias, como INSS de seus funcionários, por exemplo, ainda são obrigatórias.

Maiores devedores

Segundo a reportagem, não é possível identificar quais são as entidades religiosas que mais devem à Receita Federal, que alega sigilo fiscal para não divulgar as informações. Já a PGFN, que também divulgou a lista dos parlamentares devedores em maio deste ano, informou que as três principais são Sociedade Vicente Pallotti, que deve R$ 55,4 milhões; Igreja Internacional da Graça de Deus, que é ligada ao pastor R.R Soares e deve R$ 14,3 milhões; e Igreja Assembleia de Deus de Belo Horizonte, com uma dívida de R$ 5,7 milhões.

<< Leia a íntegra da reportagem do UOL

<< Quem são os parlamentares e financiadores de campanha que devem bilhões à União

<< Senado exclui de Refis perdão a igrejas, mas mantém alívio para parlamentares devedores

Deputado pede para Temer abandonar satanismo e aceitar Jesus.

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O deputado Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) fez um apelo a Michel Temer em discurso na Câmara, para que o presidente abandone o satanismo e aceite Jesus Cristo.

“Presidente Michel Temer, assim manda dizer o Senhor para ti: abandone a maçonaria, abandone o satanismo e vem correndo para Deus, vem correndo para Jesus Cristo. Arrependa-se dos seus pecados”, discursou Daciolo, que é evangélico.

Assista um trecho:

Nossas cidades são imagem da civilização que temos. por Dom Pedro Carlos Cipollini.

Dom Pedro Carlos Cipollini

De um lado a maravilha da técnica e dos dispositivos que favorecem o bem viver. De outro lado a miséria e o descaso com a vida. Apartamentos, casas, estabelecimentos comerciais, cafés, galerias de arte, teatros de um lado, de outro, o corre-corre para pegar ônibus lotados, mendigos, vendedores ambulantes, favelas e moradores de rua. Muitas pessoas vindas de lugares distantes descobriram que estar nas ruas, pode render seu sustento.

A globalização e a difusão da tecnologia da informação intensificaram o processo de urbanização, atraindo pessoas para as cidades que concentram as atividades econômicas. A maior parte de nossa população mora nas cidades. Diante deste quadro de riqueza e miséria, perguntamos se há solução para os problemas urbanos. Onde dormirão os pobres e desempregados em especial neste inverno que começa intenso.

As cidades continuarão a crescer com o avanço da globalização, porém, serão cada vez mais caóticas se não houver a globalização da solidariedade.

Com um esforço sério na administração pública, o combate à corrupção, metas claras e competência, ouvindo os anseios da população, é possível solucionar os problemas da cidade desde que o ser humano seja prioridade.

A solução dos problemas urbanos, como: moradia, trabalho, transporte, educação, segurança, passa pela  solidariedade e honestidade tanto dos cidadãos comuns como dos que governam. É preciso fazer a cooperação entre as pessoas superar a competição.

Aprimorar laços familiares, porque, em um ambiente acelerado como o as cidades, a família é um porto seguro de apoio e convivência, porque são laços afetivos duradouros em meio a relacionamentos curtos e parciais.

A Bíblia fala da cidade de Babilônia, sinal da confusão e desentendimento (cf. Gn cap. 9) e no final, fala da Jerusalém Celeste, concretização do sonho de Deus e da Humanidade (cf. Ap cap. 22). Esta é a cidade ideal, na qual Deus habita em meio aos cidadãos, como uma luz essencial que tudo ilumina e vivifica. Hoje, coexistem as duas cidades.

Egoísmo e concentração de renda de um lado e de outro a solidariedade, o amor e partilha. A Jerusalém Celeste vai prevalecer, Deus está comprometido com ela.

“Deus está presente na cidade” (cf. DAp n. 214), esta presença nos ajuda a superar a “cultura do descarte” e adotar a “cultura da inclusão”. O papa Francisco escreve: “O específico do cristianismo é conceber-se como fermento na massa. Isto equivale a sentir-se premiado por um Deus que já está vivendo na cidade, vitalmente misturado e unido a todos e cada um”.

Em nossa realidade existem gestos que confirmam esta realidade, como o da menina Catarina, que oferece café aos coletores de lixo que trabalham na noite fria da cidade (cf. Diário – Setecidades – 20.6.2016 p. 9).

Gestos assim de respeito e carinho em meio à indiferença e preconceito, mostram que Deus habita a cidade através das pessoas que fazem o bem. Que nossas cidades caminhem nesta direção, construindo a “Jerusalém Celeste” em nosso meio. O olhar da fé descobre e cria uma cidade renovada na presença de Deus que nela mora.