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Alça de acesso do Rodoanel para Ribeirão Pires e Suzano é adiada.

Anunciada há dois anos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a construção de outra alça de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, desta vez na divisa de Ribeirão Pires com Suzano, novamente foi adiada, agora sem qualquer expectativa de início das obras.

Previsto para ocorrer no segundo semestre deste ano, o início das intervenções esbarra em burocracias na negociação entre Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e SPMar, concessionária responsável pelos trechos Leste e Sul do anel viário.

Orçado em R$ 160 milhões, o projeto, segundo a Artesp, está em fase de discussões finais. Nesta parte do processo, questões administrativas, econômicas e jurídicas têm sido discutidas pela agência e por representantes da SPMar “com vistas a formalizar o aditivo contratual necessário” para a execução da obra, uma vez que a alça de acesso não estava prevista no contrato inicial de concessão da rodovia.

A medida, segundo o órgão, visa encontrar “as melhores condições possíveis para a instalação da via, considerando o interesse público”. Porém, a discussão tem se arrastado desde fevereiro, quando à época, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) emitiu licença de instalação necessária para que a concessionária SPMar iniciasse a construção da alça.

Após o anúncio, a própria Artesp chegou a projetar o início das obras para ocorrer até o fim de 2017. No entanto, nesta semana, questionada pelo Diário sobre o atraso do início da obra, a agência sequer deu prazo para erguer a alça de acesso. Por meio de nota, limitou-se a dizer que a via ainda não foi executada, “pois não integra as obrigações contratuais originais da concessão”, o que obriga o Estado a dialogar com a SPMar.

Prejuízo

Na avaliação do especialista em políticas públicas da FGV/Eaesp, Alexandre Akio Motonaga, o atraso na execução do projeto tem impacto socioeconômico direto para finanças de municípios do Grande ABC. “Ter uma rodovia do porte do Rodoanel é sinônimo de investimento para qualquer cidade, mas no caso de Ribeirão Pires, por exemplo, é ainda mais importante para a captação de tributos, geração de empregos e recolhimento de impostos. Com o atraso, o resultado é um só: perda de investidores e dificuldades orçamentárias”, destaca.

A interligação, que será erguida na Estrada dos Fernandes, na divisa entre Ribeirão Pires e Suzano, além de impulsionar o setor econômico das duas cidades, prevê beneficiar outros 1,4 milhão de habitantes de municípios vizinhos.

Obra pública tem expectativa de gerar 900 empregos diretos na região

Responsável pela construção da alça de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas, na divisa de Ribeirão Pires com Suzano, a SPMar – concessionária que cuida da rodovia – projeta a geração de 900 empregos diretos durante a execução do empreendimento.

A expectativa da concessionária é a de que, num período de instabilidade da economia brasileira, o complexo de interligação do Rodoanel com a Estrada dos Fernandes garanta crescimento sustentável para diversas cidades do Grande ABC.

A construção da alça viária consiste em complexo composto por duas pistas (uma em cada sentido), com duas faixas de rolamento cada, com cerca de 2,4 quilômetros de extensão, seis viadutos e um quilômetro de vias marginais.

Dois desses viadutos serão erguidos no entroncamento com o Trecho Leste do Rodoanel, na altura do km 104, em Suzano, próximo à divisa com Ribeirão Pires, assim como a marginal. Outros dois elevados vão ser erguidos para transpor a Estrada do Moreira e os dois últimos, na Estrada dos Fernandes.

Distrito de Palmeiras em Suzano pode ganhar estação da CPTM e receber trens em breve .

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Foto de Diego Silva

Gustavo Ferreira, membro do Conseg local disse que nova estação teria trecho interligado a linha 10 da CPTM. Trecho de linha férrea já existe segundo ele. Atualmente a linha 10 da CPTM parte do Brás até Rio Grande da Serra.

Além de um sonho antigo dos moradores do Distrito de Palmeiras, em Suzano, a necessidade da chegada dos Trens da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) à localidade é enorme, pois, além de facilitar o acesso da população aos municípios do ABC e a capital São Paulo, vai também movimentar a economia local.

Segundo o líder comunitário e membro do Conseg, Gustavo Ferreira, informou que em 2014 já havia uma solicitação a CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) para que o estudo fosse feito, pois a região já conta com cerca de 90 mil moradores. À época, um abaixo assinado com 20 mil assinaturas solicitando a vinda dos trens de passageiros para a região também foi entregue.

Segundo Gustavo, em contrato, há uma previsão que a MRS (empresa que usa o trecho ferroviário para transporte de carga) tem que conceder a linha para o transporte de passageiros. A medida é prevista em contrato desde a década de 1990 pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo ele também, a MRS nunca teria sido procurada pelo Governo do Estado de São Paulo para tratar do assunto e que a CPTM só teria de eletrificar o trecho para que os trens pudessem passar por ele.

Em 2014, a CPTM informou a um jornal da região que existe uma incompatibilidade dos sistemas do trens de carga e passageiros, uma vez que os trens da companhia são elétricos. “A MRS teria de eletrificar os trilhos dela para que o trem da CPTM possa funcionar. Os sistemas são incompatíveis. Não há estudo para isso. Se fizéssemos isso iríamos retroceder”. O órgão estadual informou ainda que esse tipo de serviço não é disponibilizado em nenhuma cidade do Estado.

A ideia do conselho de moradores é que somente o trecho até Ribeirão Pires dessa linha seja utilizado ligando o Distrito de Palmeiras até aquela cidade, o que reduziria muito os custos de implantação do sistema.

Em Ribeirão Pires, os passageiros do trem vindo do Distrito de Palmeiras fariam baldeação com os trens da linha 10 da CPTM. Gustavo disse que nos próximos dias o Conseg e associações de moradores de bairro de Palmeiras irão pedir novamente reuniões com a CPTM para tratar do assunto. Segundo ele há uma grande possibilidade do grupo ter êxito na vinda dos trens para o distrito de Palmeiras.