Vereadores de Rio Grande divergem sobre saída do Consórcio.

Durante a sessão ordinária ocorrida nesta quarta-feira (09), o tema Consórcio Intermunicipal tomou grande parte dos debates entre os parlamentares de Rio Grande da Serra.

A celeuma teve início após o vereador Clauricio Bento (DEM), no uso da palavra, defender publicamente a retirada da cidade do Consórcio Intermunicipal.

“Espero que o prefeito Gabriel não ceda ao apelo do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi para que você fique no Consórcio. O que o Consórcio fez para Rio Grande da Serra?”, disse Bento em discurso.

Contrapondo-se ao argumento de saída, o presidente da Casa de Leis, João Mineiro (PSDB), ponderou sobre a possibilidade.

“Porque o Consórcio foi constituído? O que ele nos trás e o que deveria nos trazer? Ali temos prefeito unidos e mobilizados para ver tudo aquilo que pode ser feito para as cidades. Eu penso que se a coisa não está boa, troca o presidente! Faz outra eleição ou assume o vice. Acredito que toda uma composição não pode perder! Eu vejo que o Consórcio é importante para todos nós!”, disse João Mineiro.

A mesma tese de permanência junto ao Consórcio foi defendida pelo líder do Governo, Claudinho Monteiro (PSB).

“O Orlando Morando está parando o Consórcio Intermunicipal com a sua ditadura e a sua forma de conduzir o Consórcio. Para administrar o Consórcio é preciso estar preparada e ser democrática para ouvir as opiniões. Os recursos que forma destinados para a nossa cidade aconteceram porque tinha na época um bom gestor. Se pegarmos Rio Grande, a menor cidade conseguiu recursos por competências. Infelizmente existem alguns filhos do Dória no ABC, que falam que não são políticos, mas vivem da política”, falou o líder.

Para o vereador Akira Auriani (PSB), “É preciso que se avalie o que realmente está sendo feito dentro aquela entidade em favor da cidade e da região. Recentemente foi firmado um convênio de R$ 3 milhões com Ribeirão e RGS para drenagem. É grande o histórico do Consórcio em realização de políticas públicas. O trabalho não é atender cidades, e sim o coletivo de cidades do ABC. Quem aqui não se utilizou dos serviços do Hospital Serraria e do Hospital Mário Covas? Quantos trabalhos hoje a Universidade do ABC gera na região, em termos de renda e emprego? Quantas vagas são ocupadas por alunos nessa universidade? O Consórcio tem a sua história e o que temos que lembrar é que nenhuma ação é feita do dia para a noite. Concordo que é preciso que deva ser feita uma reavaliação dos processos da gestão, até mesmo para uma redução de custo em função da crise porque passa o país. O Consórcio é importante e trás transformação na vida das pessoas todos os dias”, defendeu Akira.

O vereador Bibinho (PSDB) disse que “o Consórcio é uma ferramenta que está sendo mal utilizada. O gestor do consorcio hoje, está usando o Consórcio como uma ferramenta política. Ele está pegando o Consórcio e colocando os direitos dele acima de tudo e querendo forçar a maioria dos prefeitos a apoiar o candidato dele. Eu vejo por este lado! E vejo que ele é um gestor tão ruim, e hoje eu sou do PSDB, não tenho vergonha alguma de falar isso e o que nós conseguimos pelo Consórcio, que trouxe, foi através do Luiz Marinho do PT, que foi os R$ 41 milhões. Temos um monte de problemas e o Consórcio não ajuda em nada”.

O vereador Benedito (PT), de maneira ponderada, disse: “Eu vejo esse debate com muita cautela, porque existe uma grande divergência entre o prefeito da cidade e o Orlando Morando, e baseado nessa divergência começou um grande debate. Quero até sugerir que nós chamássemos os prefeitos para fazer um debate. Esse é um debate de grande urgência e vejo isso com grande cautela. Acho que antes de decidirmos algo temos que debater a questão”, falou.

A ideia do vereador Benedito foi endossada pelo presidente, João Mineiro. “Eu entendo a posição do Benedito, até porque a saída do município deve passar por aqui”.

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