Violência contra a mulher: diga não a esse absurdo!

Diva do posto

É possível observar no decorrer de nossa história, a posição do homem como líder familiar. Um exemplo claro é o do voto, o qual só era permitido aos homens, inicialmente, expondo a concepção de superioridade e autoridade do homem em relação a mulher. Por este motivo, alguns deles acabam abusando desta autoridade violentando suas parceiras, apenas por haver alguma diferença nos pontos de vista ou outras situações banais. Prática esta que deve ser repudiada em prol da dignidade e integridade física e moral da mulher.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como a nossa Constituição deixam bem claro que o ser humano deve ter direito à vida, além da preservação de sua dignidade. No entanto, como visto anteriormente, nossa sociedade ainda tem como líder máximo no âmbito doméstico, o patriarca, que quer definir, por exemplo, como sua esposa deve se vestir, repreendendo-a se achar sua vestimenta muito curta, tendo a sensação de ter sua autoridade questionada se for contrariado, o que pode acabar muitas vezes em xingamentos, violência física e, por vezes, até no óbito da companheira, ferindo assim, sua dignidade como pessoa humana.

Nas ruas é evidente o aumento da violência em diversas modalidades. Em sua imensa maioria, as vítimas são mulheres. Vítimas estas que tem seus celulares roubados sofrendo muitas vezes agressões físicas e até estupros. Recentemente aqui em Ribeirão Pires, uma mulher foi covardemente agredida recebendo 5 tiros. Hospitalizada, veio a óbito nesta ultima quarta-feira (28). Sinto-me muito entristecida com o ocorrido, e lamentavelmente não vejo solução ao curto prazo.

Portanto, é necessário que se aumente a severidade concedida à Lei Maria da Penha, para que a violência seja ainda mais desencorajada. É importante também, a existência de campanhas expondo a situação desfavorável em que a mulher se encontra. E, para finalizar, é cabível aos órgãos de educação tratem do assunto e conscientizem seus alunos, que serão os futuros pais e maridos, mães e esposas da sociedade. Assim, poderemos construir uma sociedade em que não haja diferença de gênero, e a mulher tenha sua integridade física e moral respeitadas.

vereadora Diva do Posto

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