Yes, nós temos propostas! Só que não! por Samuel Boss*

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Começo afirmando: não existe virgem em bordel, tampouco, existe inocente em campanha política. Todos jogam o mesmo jogo, todos entram em campo dando canelada, carrinho, empurrão e quando necessário fazem pênalti para não tomar um gol. A eleição é uma disputa, e como em qualquer disputa o acirramento dos ânimos é parte do processo.

Em Ribeirão Pires não é diferente, todos os candidatos fazem carinha de bom moço, acenam para a senhora na janela, pegam criança no colo, comem pastel na feira, dizem frases como “bateu desespero”, “vamos continuar levando nossas propostas sem ataques”, porém quando entram dentro de seus comitês com os responsáveis pela campanha, “o pau tora”.

O próprio candidato tenta se distanciar dos guerrilheiros que ele contratou para atacar seu adversário, pois é a forma mais lógica de parecer isento de maldades, mas todo mundo sabe que para um político chegar ao posto de candidato e ter seu nome num santinho, muita gente ele já derrubou e muita gente ele já ferrou nessa vida. Afinal, a política é a arte de manter e conquistar novos territórios, e nessa conquista alguém sempre perde.

O povo de Ribeirão Pires se acostumou a receber vídeos e montagens de ambos os lados, de ataques aos principais adversários, são ataques cruzados que partem de todas as principais candidaturas.

Cada principal candidato tem um jornal aliado para chamar de seu, e o usa no momento certo para atacar seu adversário. Mas e as propostas?

Pelo que vemos em Ribeirão os ataques são muito mais competentes do que as propostas. As candidaturas optaram por fazer propostas genéricas como: vamos melhorar; vamos ampliar, vamos fazer; vamos construir….

Mas nenhum delas se aprofunda em dizer como, com que dinheiro, e em quanto tempo. São promessas parecidas com a de “ex-marido” que promete voltar pra casa e ser um novo homem, mas não se compromete em parar de beber, não se compromete em frequentar uma
igreja e nem largar o futebol. São promessas vazias para simplesmente ganhar a confiança de que já desconfia.

E sobre os ataques de candidato contra candidato, tenho a dizer:
Todos se merecem!

*Samuel Boss é jornalista, editor do satírico “Quarta Ordinária” e apresentador e apresentador da “Coluna Ordinária na TVMais”

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