Ciberataque pode ser prenúncio de uma grande guerra virtual.

Ainda no ano de 2013, ainda quando escrevíamos no blog Oeste Global para leitores do Oeste baiano,  postamos matéria intitulada “Prepare-se, a Guerra Virtual” chegou” (ver aqui).

Passados quase quatro anos, um novo ataque aconteceu, e desta vez com proporções muito maiores e que atingiram, segundo especialista do setor de segurança da informática, mais 200 mil computadores em pelo menos 150 países.

O vírus denominado “WannaCry” é baseado no “EternalBlue”, foi “desenvolvido pela Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana para atacar computadores” que utilizem o sistema operacional Microsoft Windows aproveitando as falhas de segurança.

No centro dos debates, encontram-se grandes potências econômicas e também no universo das comunicações: Rússia, China e Estados Unidos.

Sugundo disse o presidente Russo, Vladimir Putin enquanto participava de evento na China, “Acredito que a direção da Microsoft já indicou a CIA como a fonte primária do vírus. A Rússia não tem nada a ver com isso”, disse Putin”.

Segundo ele, as instituições públicas russas “não sofreram danos importantes, nem os bancos, nem o sistema de saúde, nem outros, mas, em geral, não há nada de bom nisto e é preocupante”. Leia mais clicando aqui.

Já líderes chineses afirmam que o vírus não está controlado e que “foi descoberta nova mutação do vírus responsável por ciberataque mundial”, leia aqui.

“A Agência do Ciberespaço, o Departamento de Segurança Pública e a Comissão Municipal de Economia e Tecnologia da Informação de Pequim afirmam que a nova versão do vírus, o WannaCry 2.0, driblou as medidas de segurança implantadas após o primeiro ataque… o aplicativo “desenvolvido pela Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana para atacar computadores” que utilizem o sistema operacional Microsoft Windows aproveitando as falhas de segurança… O diretor do Instituto de Estratégia no Ciberespaço chinês, Qin An, apontou que as “armas virtuais desenvolvidas pelos Estados Unidos recordam ao mundo o grande prejuízo que a hegemonia norte-americana nas redes pode causar”.

Bisbilhotagem, Spy, roubo de senhas de cartões de crédito, postagem de imagens sem autorização, spam, worn, malware, hackerativismo, apenas palavra e rotinas que adentraram ao nosso cotidiano. Apenas novos métodos de se atacar sem derramamento de sangue ou agressão física. A Internet é uma tecnologia em constante evolução e possui um enorme potencial e vulnerabilidades onde os problemas de cibersegurança têm também impacto nas questões de liberdade na Internet, na arquitetura das redes e no potencial econômico do ciberespaço. Estamos no início de uma nova e perigosa era da ciberguerra,  e não sejamos ingênuos quanto a isso! Vírus também exercem função de espionagem e governos cibernéticamente tem se utilizado de técnicas uns contra os outros. Afirmar que esse último ataque é fruto de meros piratas virtuais e “moleques traquinas” e marginais em busca de bitcoins (moeda virtual) é ledo engano. Vivemos em meio ao início de uma grande guerra, onde dados e informações diversas encontram-se armazenadas em computadores, celulares e servidores, bastando um código malicioso e um clique para que governos, órgãos públicos, grandes empresas, hospitais e mercado financeiro entrarem em colapso causando imenso estrago econômico e social em proporções jamais imaginadas. Luís Carlos Nunes.

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